
A possibilidade de a Copa do Mundo de 2030 ter 64 seleções ganhou força depois que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou que o assunto vai ser estudado pelos comitês da entidade, especialmente pelo Conselho. A proposta partiu principalmente da Conmebol, que quer usar o centenário do torneio como justificativa para um formato mais amplo e inclusivo. Domínguez, presidente da Conmebol, chamou a ideia de "sonho".
Mas a proposta não agradou a todos. A UEFA classificou como "má ideia", a Concacaf disse que "não parece certo" e a La Liga acusou a FIFA de destruir a indústria do futebol. Veículos como The Athletic e BBC mostraram os dois lados do debate: de um lado, a diluição da qualidade do torneio; do outro, a oportunidade histórica de inclusão para países que raramente chegam a um Mundial.
Em números, o impacto é grande. O Mundial de 2026 terá 104 jogos em cerca de 39 dias. O de 2030, mesmo com 48 seleções, já está previsto para 44 dias por causa dos jogos em três continentes, entre América do Sul, Europa e África. Com 64 times, seriam 128 jogos, e a FIFA ainda não disse como isso caberia no calendário sem sobrecarregar os jogadores.
Infantino defende que o torneio deve ser "para o mundo inteiro, não só para Europa e América do Sul". O presidente da FIFA já tem o apoio formal de mais de 200 das 211 associações da entidade. África, Ásia e América do Sul apoiam fortemente a expansão. A discussão entre preservação da qualidade técnica e ampliação da inclusão promete dominar o debate do futebol mundial nos próximos meses.
Fonte: Jovem Pan




