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Notícias/POLÍTICA26/07/2026· KF News

Caiado oficializa candidatura à Presidência e chama Lula e Flávio Bolsonaro de rejeitados

Ronaldo Caiado (PSD) foi oficializado candidato à Presidência da República durante a convenção do PSD, realizada neste domingo, 26 de julho de 2026, na Rua Santo Antônio, 184, no bairro Bela Vista, em São Paulo. Na chapa, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, foi confirmado como vice.

No discurso, Caiado foi direto e atacou os dois principais adversários da corrida presidencial. "Essa não é eleição de rejeitados. Não vamos garantir palanques para os rejeitados", disse, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Sobre Lula, afirmou que ele "está há 20 anos no poder e empobreceu o Brasil perante outros países". Sobre Flávio, disse que o senador "teve oportunidade e nunca construiu, e hoje está aí com várias denúncias em sua curta trajetória".

Uma pesquisa PoderData/Aya, divulgada em 16 de julho de 2026, mostra que 48% dos eleitores não votariam "de jeito nenhum" em Lula ou em Flávio Bolsonaro — o mesmo percentual para os dois. Em cenário de 2º turno, Caiado aparece tecnicamente empatado com Lula: o presidente tem 44% das intenções de voto, e o ex-governador, 43%. Já no 1º turno, o quadro é diferente: Lula lidera com 40%, seguido de Flávio com 34%, Renan Santos com 6%, Caiado com 4%, Romeu Zema com 4% e Augusto Cury com 3%. A pesquisa ouviu 2.400 pessoas em 685 municípios das 27 unidades da Federação, entre os dias 12 e 15 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. Está registrada no TSE sob o número BR-00059/2026.

Filiado ao PSD desde março de 2026, após deixar o União Brasil, Caiado tem 76 anos, é médico ortopedista formado pela UFRJ e acumula 37 anos de trajetória política. Foi deputado federal, senador e governou Goiás por dois mandatos. Disputa a Presidência desde 1989, quando concorreu pela primeira vez ao cargo. A estratégia atual mira o eleitor de centro-direita e o setor produtivo, buscando espaço entre quem rejeita tanto Lula quanto o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Poder360