
A coluna Fábia Oliveira revelou com exclusividade que a Amazon apresentou sua defesa à Justiça em agosto deste ano, no processo aberto por Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida como Sandrão. Em novembro de 2025, ela acionou a Amazon Studios e a Medialand Produção e Comunicação pedindo R$ 3 milhões de indenização por danos morais e a retirada da série Tremembé da plataforma de streaming. Sandrão alegou que a produção exagerou na retratação do papel dela no sequestro que terminou na morte do adolescente Tallison Vinicius da Silva Castro, ocorrido em 2003. Ela também disse que a série trouxe impactos na sua vida cotidiana, no processo de ressocialização, e que passou a sofrer hostilizações, temendo pela própria segurança. O pedido de liminar para suspender a série do ar foi negado pela Justiça.
Na defesa, a Amazon afirmou que a série retratou Sandrão com base em documentos reais: a sentença condenatória, um recurso de apelação e uma decisão de revisão criminal. Segundo a empresa, todos esses documentos mostram que Sandrão teve participação direta no crime de extorsão mediante sequestro. A Amazon também chamou o processo de tentativa abusiva de censura e defendeu a liberdade de expressão e a liberdade artística. Ainda apontou que Sandrão já era figura pública bem antes da série, tendo concedido entrevistas espontâneas ao Programa do Gugu em 2015 e ao Domingo Espetacular em 2025, além de falar sobre seus relacionamentos com Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga. A empresa negou qualquer indenização, dizendo que Sandrão não comprovou danos causados pela produção. Vale lembrar que Tremembé terá uma segunda temporada, mas a personagem de Sandrão, interpretada por Letícia Rodrigues, não estará na nova fase.
Fonte: Metropoles - Fábia Oliveira




