
O próximo presidente do Brasil vai encontrar um agronegócio forte na economia, mas cheio de problemas para resolver. É o que mostram especialistas ouvidos pelo G1 e pela Associação Brasileira do Agronegócio, a Abag. Eles listam seis grandes gargalos do setor: endividamento e crédito caro, baixa cobertura do seguro rural, perdas causadas por eventos climáticos extremos, dificuldades de infraestrutura, dependência de insumos importados e barreiras para ampliar os mercados lá fora. Para enfrentar esses desafios, a Abag propõe cinco frentes de políticas públicas. A primeira é criar um marco plurianual de financiamento para o setor, que inclui um Fundo Nacional de Catástrofes Climáticas. A segunda é fortalecer a produção de insumos no Brasil e eliminar o chamado "passivo regulatório", que atrasa a aprovação de novas tecnologias. A terceira é modernizar e agilizar o licenciamento de obras de infraestrutura. A quarta é investir em comunicação e educação para mostrar a importância do agro para a segurança alimentar, a sustentabilidade e a economia. A quinta é combater barreiras tarifárias e não tarifárias, com governo, pesquisa e setor produtivo trabalhando juntos para ampliar a presença do Brasil no mercado internacional. Os especialistas reforçam que os desafios têm tamanhos diferentes e que muitas das soluções dependem de ações contínuas, tanto do governo quanto da iniciativa privada, sem perspectiva de resolução em um único mandato.
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